sexta-feira, 10 de abril de 2015

Vagões


Vagões de nuvens
transformam luares.

Passam as manhãs.
Deixam nas mãos
sabores e suores
noturnos.

Assim existo.
Continuo quando poemas se perdem.
Do contrário, desbotam os vestidos,
tecidos com lágrimas e chuva.

Caminho.
Não vejo olhares
sonolentos.

Tenho  no quarto
florestas encantadas.
Descem nas minhas águas,
diamantes, rubis e estrelas.

Vejo almas. Guiam-me as mãos.
Sigo verdades além das cores.
Volto às salas dos anjos.

Tudo está dentro de mim.
Não falo nada e ouço tudo.

Descrevo mares. Sou mínimo...
 Sou nada na passagem das horas
no trabalho dos deuses.
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário