terça-feira, 14 de abril de 2015

  Triste




Triste!
Sento-me à mesa do escritório.
Escrevo cartas de amor e poemas
quase desesperados.

A falta de riquezas não apavora.
Quase nenhum sentimento
leva-me às lágrimas.

Sinto a ausência de amores na minha sala.
Abro as janelas, ouço pássaros, não choro.

Cabe nos  olhos: o ser e não ser.
O presente naufraga na boca.
O futuro ainda escrevo.
Não sei se será editado.

Triste!
No espelho, lavo a língua,os lábios.
Escovo os dentes, mastigo palavras.

Longe, 
a vida continua.
A alma a veste
a luz das manhãs.

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