terça-feira, 7 de abril de 2015

Autoretrato


Atrás do espelho
entro num mar
de pensamentos.

Giram as palavras
em dias de fúria
e guerra.

Há fumaça e lama.
Há sabedoria em pó
na língua dos pastores
e estudiosos do ser
e do não ser.

Falo demais.
Sem cerimônias,
não sigo regras.

Às vezes pinto e bordo
as faixas dos heróis
do século XXI.

Sou fina nuvem
na boca do vento.

Sou narciso a lavar
o rosto nas águas
do Taquaral.

Penso demais.
Desenho estrelas,
continentes e
sexos.

Não tenho a solução exata
para a salvação do homem.

Faço pesquisas sobre
as dúvidas e acertos.
Desce a noite na alma.

Encontro a paz
dos evangelhos.
Há  silêncio na sala
 dos tambores.

Ando doido a lavar
as roupas e a varrer
a poeira nos varais.


 

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