A rima
A rima não é brincadeira
no embalo da canção.
Não é rara, não é joia.
Vale
um espinho,
uma rosa
na mão.
- Vai o poema
no ar do balão?
O vale é puro verde.
É limpo, é largo
e livre da ilusão.
A rima não é cara.
É pedra lavrada
no calo das mãos.
Caraguatatuba-SP
20/01/1989
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