quarta-feira, 8 de abril de 2015

A rima


A rima não é brincadeira
no embalo da canção.

Não é rara, não é joia.

Vale
 um espinho,
             uma rosa
                na mão.

- Vai o poema
no ar do balão?

O vale é puro verde.
É limpo, é largo
e livre da ilusão.

A rima não é cara.
É pedra lavrada
no calo das mãos.

Caraguatatuba-SP
20/01/1989

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