Mergulho
no centro da alma.
Flutuo. Decifro sinais.
Navego. Descubro
a riqueza dos mares
no olhar dos peixes.
Paro, chego. Num passo
repasso o lodo nos pés.
Tudo tenho. Chego
além dos olhos
e das mãos.
Tenho lençóis lavados
com Quiboa e sabão
em pó.
Dorme meu corpo.
Segredos quebram-se,
desatam-se.
Sigo os fios da noite
tecendo manhãs.
Encontro-me.
Chega o amor
do lado direito.
Choro, gargalho.
Esqueço-me.
Sugo a seiva das árvores.
Espero brotar as sementes
no vazio dos quintais.
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