Para Artur Rimbaud
Em que céus agora habitas?
Vais de uma estrela à outra
para beijar Verlaine?
Cantas num coral de Querubins
ou estudas a origem das vogais?
Ó, Jean! Ó Nícolas!
Volte às ruas de Charleville.
Ilumine a face das prostitutas.
Leia 'O Barco Bêbado'
nos muros de Paris.
Não voltas às catedrais,
nem comes o lixo.
Vives a luxúria dos poetas
elevados à condição de anjos.
Sei onde estais. Posso vê-lo.
És o anjo insatisfeito e fugitivo.
Continuas a aventura do existir
no Golfo de Sombras,
Candura de Vapores
e Tendas.
Escutas o Supremo Clarim,
despertas no sono das almas.
Ó meu poeta! Ômega!
Raio Violeta!
Ilumine as páginas
diárias dos sonhadores.
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